CRÍTICA: Bright, a nova produção da Netflix com Will Smith.


Bright é a mais nova produção da Netflix, estrelada por Will Smith e Joel Edgerton, dirigido por David Ayer (diretor de Esquadrão Suicida.).

O filme foi exibido pela primeira vez no domingo (10), no painel da Netflix na CCXP 2017, como conteúdo exclusivo do evento.

Relata a história de dois policiais, em uma realidade onde existem fadas, elfos, orcs, e magia. A obra traz um visual futurístico aos personagens porém em uma atmosfera atual, passada principalmente em periferias.

Mesmo que o filme trate os personagens como algo irreal, em suas aparências, as questões levantadas durante o filme são debates atuais, tais como: preconceito e desigualdade social. Orcs são uma nova raça, generalizados e vistos como algo ruim para sociedade. Isso começa a mudar quando um orc, Nick Jackoby (Joel Edgerton), decide se tornar um policial.  Mesmo com toda rejeição, tanto dos policiais -humanos-  quanto dos Orcs, que viam as autoridades com olhos ruins, assim excluíram o Nick da sociedade dos orcs, o chamando de “traidor”, Nick não desiste, e persiste em seu sonho de desvincular essa imagem que construíram sobre os Orcs e que eles tomaram como verdade para si, e assim se tornar um protetor da lei.


Nick acaba virando parceiro de Scott Ward (Will Smith), um policial preconceituoso e prestes a se aposentar. Após um incidente que resulta em um policial ferido, começa a gerar mais desconfianças acerca da integridade de Nick. O preconceito sofrido pelos orcs nos remete ao racismo, o estereótipo que todos daquela raça são bandidos, pobres, e que nunca vão subir na vida, os “sem salvação”.

O filme é uma corrida contra o tempo, para proteger uma varinha e salvar o mundo, impedindo que a mesma caia em mãos erradas, por ser uma arma de poder infinito que concede desejos.

Há de salientar a existência de elfos nesta obra cinematográfica. Todos desta espécie pertencem a uma classe rica e poderosa, ficando separados do restante da cidade. O contraste mostrado entre a parte da cidade dos elfos e dos orcs é avassalador. As melhores oportunidades são dadas aos elfos, são os oficiais do FBI, são os com a melhor renda, enquanto no bairro dos orcs as drogas e a pobreza que regem a vida de seus habitantes.

O filme proporciona além das reflexões, grandes cenas de ação, com direito a explosões, tiros e frases de efeito do Will Smith (que nós adoramos).

Apesar de ficar um pouco confuso o posicionamento e a integridade do personagem do Will Smith no começo do filme, logo conseguimos identificar de que lado ele está.

Um dos maiores destaques desse filme é a antagonista, interpretada por Noomi Rapace. A atriz se destaca nas cenas de ação e lutas corpo a corpo, o tipo de luta que te deixa sem fôlego.

Por fim, pode-se falar que este é mais um acerto da Netflix. Um filme policial futurístico com reflexões interessantes e necessárias para a nossa sociedade atual e um divertimento que só o Will Smith poderia proporcionar.

O filme estreia dia 22 de dezembro de 2017 na Netflix.

CRÍTICA: Bright, a nova produção da Netflix com Will Smith. CRÍTICA: Bright, a nova produção da Netflix com Will Smith. Reviewed by Ludmilla Maia on dezembro 12, 2017 Rating: 5

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