Crítica : The End of the F***king World é tão bom quanto parece


James está certo de que é um psicopata, desde criança é fascinado pelo ato de matar - principalmente gatos e ratos- e então decide que chegou a  hora de matar uma pessoa e começa a procurar uma vítima. Então chega Alyssa, novata na escola, ela odeia grupos de pessoas e tem um fraco por "desajustados, esquisitos" e vai então se aproximar de James. A própria personificação do esquisito.

O carisma dos atores principais é sem dúvida um dos maiores combustíveis para a vontade de não parar de assistir, Alex Lawther (James) foi o jovem Alan Turing no filme O jogo da imitação, mas é mais conhecido por protagonizar o episódio shut up and dance da série Black Mirror. Jessica Barden fez Penny Dreadfull e o filme Lobster.

Ele odeia o próprio pai, está em busca de sua primeira vitima e aceita a aproximação dela na tentativa de em algum momento oportuno poder matá-la. Enquanto ela se sente excluída da própria família. Com uma mãe que em sua primeira  camada é apática e indiferente a todas as dores da filha - inclusive as tentativas de abuso do padrasto- a única esperança é encontrar seu pai, que a abandonou ainda criança e talvez ter uma vida melhor ao lado dele. Alyssa acredita que pode se apaixonar por James e James acredita que pode matar Alyssa e confirmar que de fato é um psicopata. juntos eles formam um casal desajustado e se aventuram em uma jornada que envolve roubar carros, assaltar pessoas e invadir casas.



Com um visual lindo e uma trilha sonora ironicamente focada em baladas românticas dos anos 60/70 The End of the F***king world conquista antes que você perceba. O carisma do casal desajustado e a maneira como as camadas, por vezes traumáticas, desses personagens vão se desenrolando a única tristeza que fica é saber que em breve vai acabar. Os pensamentos desses personagens por vezes são quase protagonistas nessa história, exaltando o que pensam e não o que dizem. Os diálogos por vezes tão poéticos e confusos são sem dúvida outro ponto muito positivo.

Bonnie e Clyde, Thelma e Louise e as vezes até Pulp fiction parecem ter inspirado tão fortemente as aventuras que se perpetuam ao longo da série. O humor negro, as cores, as situações nas quais esse casal tão bagunçado se mete é um prato cheio nessas poucas horas que só nos deixa com um gosto de quero mais. Conforme esse jovem casal se perde, mas eles se acham um no outro e neles mesmos. Perdidos eles se conhecem e sem perder a diversão nos descobrimos juntos.



Baseada nos quadrinhos de Charlies  Forsman , The end of the F***king world é uma série britânica que teve sua estreia em 24 de Outubro no Channel 4, até a Netflix adquirir os direitos de exibição e liberar a primeira temporada de 8 episódios com duração de 20 minutos no dia 05 de Janeiro.
Crítica : The End of the F***king World é tão bom quanto parece Crítica : The End of the F***king World é tão bom quanto parece Reviewed by Yara Lima on janeiro 06, 2018 Rating: 5

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