Everything Sucks, a série nostálgica da Netflix.


Fitas VHS, Amoebas, Pulseira Bate e Enrola, Bonecos Trolls.... Bem-vindos aos anos 90! Everything Sucks, a mais nova produção original da Netflix, mostra as descobertas da adolescência em 1996, na cidade de Boring, Oregon.



A série inicia com a história de 3 calouros do colégio Boring High. Luke, Tyler e McQuaid, ansiosos com o novo passo de suas vidas, no aguardo das inúmeras novidades que a adolescência os oferece. Namoro, sexo, encontrar o seu lugar no meio da multidão, são coisas que passam pela cabeça de todo adolescente, talvez seja por isso que é tão fácil você se identificar e se conectar com a série. Todos já passamos, estamos passando ou iremos passar.

No decorrer da trama, podemos ver que não trata de mais uma série “teen” dentre outras. Assuntos como a descoberta da sexualidade, aids, as consequências de um abandono, depressão, e até mesmo suicídio se fazem presente em "Everything Sucks". Os assuntos são abordados de uma maneira que seja entendida pelo público, mas que ao mesmo tempo seja com leveza.

Uma das histórias principais é a descoberta da sexualidade da Kate. A personagem está passando além das mudanças normais da puberdade, as dúvidas quanto a sua orientação sexual. Sutilmente podemos ver a sua aceitação perante a isso, como a primeira vez que é falado em voz alta quem ela é de verdade, ou com algo singelo como a mudança dos pôsteres de seu quarto. O desenvolvimento desta personagem é um dos mais notórios da série.

Kate Messner (Peyton Kennedy)
Há de salientar que a história envolve também a relação dos jovens com a arte. A união do teatro com o cinema. Os dois clubes desse colégio resolvem se unir para fazer uma obra única, um filme original dos alunos de Boring High, uma história de amor alienígena.

Alguns atores que participam de “Everything Sucks”, são realmente uns achados. A atriz Peyton Kennedy e Sydney Sweeney, que interpretam respectivamente, Kate e Emaline, se sobressaíram em seus papéis. Além dos desenvolvimentos de seus personagens, que foi de suma importância para a história, ambas são extremamente cativantes e fazem com que você se apaixone pelas personagens com muita facilidade. No entanto não pode dizer o mesmo do ator principal, Jahi Winston, que interpreta o Luke. Entende-se que o personagem passa por certos momentos de dúvidas com atitudes impensáveis que podem fazer com que o espectador o odeie, porém o que desagrada aos olhos é a sua atuação e falta de carisma. Para um personagem cuja história se desenrole em volta de si, é de extrema importância um ator que cative os espectadores, o que não foi o que aconteceu. Por sorte existia Tyler (Quinn Liebling) e Mcquaid (Rio Mangini), que mesmo com papéis secundários se destacavam em todas as cenas, fazendo o ambiente mais engraçado e leve.

da esquerda para direita: Mcquaid (Rio Mangini), Luke (Jahi Winston) e Tyler (Quinn Liebling).

Não existe a possibilidade de analisar a série sem comentar sobre a sua trilha sonora nostálgica. Bandas como Oasis, The Offspring, Duran Duran, Ace of Base, The Cardigans estão presentes em diversas cenas harmonicamente e funcionando como uma capsula do tempo, remetendo aos mais velhos uma viagem ao passado.

A série contém 10 episódios de mais ou menos 20 minutos cada, é uma ótima série para se maratonar, e já está disponível na Netflix.







 

Everything Sucks, a série nostálgica da Netflix. Everything Sucks, a série nostálgica da Netflix. Reviewed by Ilha Paraíso on fevereiro 17, 2018 Rating: 5

Nenhum comentário